sexta-feira, 27 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
sábado, 21 de novembro de 2009
Depilação masculina!
Estava eu assistindo TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se
pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando
minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas 'partes'. Após
alguns minutos ela veio com a seguinte idéia: Por que não depilamos seus
ovinhos, assim eu poderia fazer 'outras coisas' com eles.
Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça. Por alguns segundos fiquei
imaginando o que seriam 'outras coisas'. Respondi que não, que doeria coisa
e tal, as ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu
imaginando as 'outras coisas' não tive mais como negar. Concordei.
Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos
necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, porém minha mente
estava vagando pelas novas sensações que só acordei quando escutei o beep do
microondas.
Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de
plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um
ar de 'dona da situação' que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se
como residente.
Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo. Pediu para que eu
ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o aceso a zona do
agrião. Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e
começou a passar cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa!! O Sr.
Pinto já estava todo 'pimpão' como quem diz: 'sou o próximo da fila'!! Pelo
início, fiquei imaginando quais seriam as 'outras coisas' que viriam.
Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos no
plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viajem.
Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na
Tailândia, na China ou pela Internet mesmo. Porém, alguns segundos depois
ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino.
Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUUUUTA QUEEEE O
PARIUUUUUUU quase falado letra por letra.
Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado
grudado. Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos, e que precisava
passar de novo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí
para a eternidade!! Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas
respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave
amazônica em extinção, e fui para o banheiro. Sentia o coração bater nos
ovos. Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molho o saco antes de
molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água gelada escorrer
pelo meu corpo. Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira
um bebezinho novo: faz merda atrás de merda. Peguei meu gel pós barba com
camomila 'que acalma a pele', enchi as mãos e passei nos ovos. Foi como se
tivesse passado molho de pimenta. Sentei no bidê na posição de 'lava
xereca' e deixei o chuveirinho acalmar os Drs., peguei a toalha de rosto e
fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round. Olhei
para meu pinto. Ele tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que
mais parecia irmão gêmeo de meu umbigo. Nesse momento minha esposa bate na
porta do banheiro e perguntou se eu estava passando bem. Aquela voz antes
tão aveludada e sedutora ficou igual uma gralha. Saí do banheiro e voltei
para o quarto. Ela estava argumentado que os pentelhos tinham saído pelas
raízes, que demorariam voltar a nascer.'Pela espessura da pele do meu saco,
aqui não nasce nem penugem, meus ovos vão ficar que nem os das codornas ',
respondi. Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio
metro de distância e sem tocar em nada e se ficar rindo vai entrar na
PORRADA!!
Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo
para mim nem para perpetuar a espécie humana. No outro dia pela manhã fui me
arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos
que tomates maduros.
Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados.
Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e
nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem
cueca mesmo.Entrei na minha seção andando igual um cowboy cagado. Falei bom
dia para todos, mas sem olhar nos olhos. E passei o dia inteiro trabalhando
em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.
Resultado, certas coisas devem ser feitas somente pelas mulheres. Não
adianta tentar misturar os universos masculino e feminino. =/
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Saiba o que o corpo dele diz quando está com você
Nas carícias, o corpo fala como nunca. Desejos sacanas, pedidos de proteção e provas de intimidade estão aí para ser interpretados. Aguce o olhar e entenda a linguagem corporal...dele
1. Conchinha
Quem não gosta de dormir nessa posição? Nela, nos sentimos acolhidas e bem cuidadas, o que mostra um instinto protetor do amado. Para ele, o corpo da mulher também pode servir como um escudo. “Ela protege o peito do homem”, diz Rubens Kignel, doutor em semiótica e autor do livro “O Corpo no Limite da Comunicação” (Ed. Summus). Quando os gestos se tornam habituais, podem indicar vontades constantes, como a de proteger e se sentir protegido.
2. Abraço deitado
6. Segura você contra o peito
“Existe um espaço de 55 cm que chamamos de ‘espaço de segurança’ na nossa relação com os outros. Quando alguém entra nele, é a possibilidade de nos sentirmos invadidos”, diz Shinyashiki. Puxar alguém contra si, portanto, denota grande intimidade.
Resta saber o seu propósito, afinal, amigos também nos abraçam sempre. Se o gesto vem acompanhado de um contato visual intenso e beijos, a coisa está mais para o desejo, sobretudo se a pressão do aperto for aumentando.
Como o peito guarda a nossa história afetiva, uni-lo com outra pessoa é um convite de fusão.
7. Beija sua testa
Ok, este não é o gesto mais sexy do mundo - e sim, o seu pai costumava fazê-lo antes de você dormir. Isso não quer dizer que, ao repeti-lo, o seu homem a esteja tratando com uma irmã. Antes de mais nada, o beijo na testa demonstra afeto e, acoplado a um olhar profundo, rima com amor.
“Beijar dessa forma pode ser uma reverência à mulher”, diz Eduardo Shinyashiki. É como o beijo nas mãos de antigamente que, mesmo respeitoso, conseguia transmitir uma intenção mais calorosa com a duração do beijo.
8. Entrelaça os dedos nos seus
Se fosse necessário se desvencilhar com rapidez da mão dele, seria mais difícil com os dedos entrelaçados, certo? Isso já dá o tom de união que o gesto carrega. Os dedos trançados aos do parceiro são sinônimo de menos espaço para o seu mundo. Têm um toque de posse, que quando assumida por ambos, é super gostosa.
Vi Aqui!
1. Conchinha
Quem não gosta de dormir nessa posição? Nela, nos sentimos acolhidas e bem cuidadas, o que mostra um instinto protetor do amado. Para ele, o corpo da mulher também pode servir como um escudo. “Ela protege o peito do homem”, diz Rubens Kignel, doutor em semiótica e autor do livro “O Corpo no Limite da Comunicação” (Ed. Summus). Quando os gestos se tornam habituais, podem indicar vontades constantes, como a de proteger e se sentir protegido.
2. Abraço deitado
Pode-se dizer que essa é a “versão masculina da conchinha”, afirma Eduardo Shinyashiki, expert em linguagem corporal e desenvolvimento humano. “Quando o homem está deitado com a barriga para cima e a mulher o abraça lateralmente, ele se sente protegido”, diz.
3. Cabeça apoiada no colo
Apoiar a cabeça no colo significa uma pausa da pressão que o homem (ainda) sofre por ser o provedor. Ou seja, ele se sente amparado por alguém de confiança. “Imagine que a nossa razão é um dos bens mais preciosos que temos. Quando coloco minha cabeça no colo de alguém, permito que cuide de mim”, diz Eduardo Shinyashiki.
Para quem se relaciona com homens fechados, o momento é de conquista, diz o especialista. “Quando ela consegue fazer com que ele se deite, desligue palmtop e celular, a mensagem é claramente ‘você é muito importante para mim’”. Por isso, os calados veem no gesto uma saída para dividir problemas. “É uma forma de compartilhar sem precisar falar nada”, diz o Dr. Kignel.
E é daqui, sem empurrões nem cobranças, que uma conversa franca tem mais chances de surgir.
4. Segura sua a cintura com as mãos
A cintura é um lugar sensível, próximo ao quadril e ligado à nossa sensualidade. Sem intenção, no entanto, ela pode virar um simples local de apoio. Por isso, atente para a força que ele aplica ali. “Um movimento intenso ou a pressão das mãos são como uma promessa de ‘quero te agarrar, te apertar forte’”, diz Shinyashiki.
Se, além de segurá-la, ele usa sua cintura para puxá-la de sopetão contra o corpo, a mensagem é ainda mais forte.
5. Põe o braço sobre seu ombro, lado a lado
Apesar de ser um letreiro de “estamos juntos” em público, a sós esse gesto quer dizer tudo, menos entrega. É uma maneira de tornar a presença mais real com um contato físico, mesmo que pouco intenso.
Bom para assistir à TV, mau sinal se você está 100% entregue. “É como estar com o outro e, ao mesmo tempo, não estar”, analisa o Dr. Kignel.
“Existe um espaço de 55 cm que chamamos de ‘espaço de segurança’ na nossa relação com os outros. Quando alguém entra nele, é a possibilidade de nos sentirmos invadidos”, diz Shinyashiki. Puxar alguém contra si, portanto, denota grande intimidade.
Resta saber o seu propósito, afinal, amigos também nos abraçam sempre. Se o gesto vem acompanhado de um contato visual intenso e beijos, a coisa está mais para o desejo, sobretudo se a pressão do aperto for aumentando.
Como o peito guarda a nossa história afetiva, uni-lo com outra pessoa é um convite de fusão.
7. Beija sua testa
Ok, este não é o gesto mais sexy do mundo - e sim, o seu pai costumava fazê-lo antes de você dormir. Isso não quer dizer que, ao repeti-lo, o seu homem a esteja tratando com uma irmã. Antes de mais nada, o beijo na testa demonstra afeto e, acoplado a um olhar profundo, rima com amor.
“Beijar dessa forma pode ser uma reverência à mulher”, diz Eduardo Shinyashiki. É como o beijo nas mãos de antigamente que, mesmo respeitoso, conseguia transmitir uma intenção mais calorosa com a duração do beijo.
8. Entrelaça os dedos nos seus
Se fosse necessário se desvencilhar com rapidez da mão dele, seria mais difícil com os dedos entrelaçados, certo? Isso já dá o tom de união que o gesto carrega. Os dedos trançados aos do parceiro são sinônimo de menos espaço para o seu mundo. Têm um toque de posse, que quando assumida por ambos, é super gostosa.
Vi Aqui!
Depilação Feminina
Esse é um assunto.. hum.. íntimo. Mas, como membro do belo sexo, tomei a liberdade de postar sobre. Será muito divertido para as mulheres (dúvido que a maioria não se identifique com as palavras abaixo) e esclarecedor para os homens.“Faz sim, vai ficar lindo.” – Foi essa a frase que umas amigas disseram quando lhes confidenciei nunca ter me rendido a depilação com cera. Acrescentaram que eu me sentiria alguns quilos mais leve, mas dúvido que pentelho pese tanto assim.
Claro que eu esperava que doesse, ao menos me alertaram sobre o fato. Mas não esperava que por trás, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
Pois é, e assim, lá fui eu. Telefone em punho, chama.. chama..
- Bom dia, eu gostaria de marcar depilação com a Penélope? (indicação das “amigas”)
- Vai depilar o que?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
*Anh? Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada? Mas já que eu estava na chuva..*
- Cavada mesmo..
- Amanhã..deixa eu ver.. as 13h?
- Pode ser, obrigada.
Chegou o dia em que perderia os tais quilos. Almocei coisas leves, coloquei uma roupa chique e uma calcinha apresentável. Sabe-se lá o que eu ia encontrar. E fui. Assim que cheguei a tal Penélope estava a minha espera. Moça alta, bonitona, mulata. “Oba, vou ficar que nem ela, legal.”
Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e entramos em um longo corredor, de um lado parede, do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversa… uma mistura de Jogos Mortais com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem sequer desabotoar um único botão.
Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca cercada com as tais cortinas brancas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá de calcinha, estirada na maca. Mas Penélope mal olhou para mim, virou de costas e ficou de frente para uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura, vi coisas estranhas: uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. “Meu Deus, era O Albergue mesmo!!”
De repente, ela vem com um barbante na mão, fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou o dito nas laterais da calcinha e amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
-…é..é, isso.
Penélope deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa de Abigail, nome carinhoso do meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais, vou cortar um pouco, porque senão vai doer mais.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula lambuzada de um líquido viscoso e quente (notava-se pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e joga cada perna para um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. Então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Comecei a imaginar que podia nem ser tão ruim assim. Até a hora de puxar…
… foi rápido e fatal. Achei que toda pele do meu corpo tivesse ido junto e na maca, sobrado apenas minha ossada. Não tive coragem de olhar, achei que haveria sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso enquanto me concentrava em minha expressão, fingindo ser supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa, havia esquecido de respirar. Achei que poderia doer mais.
- Tudo ótimo, e você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática com os cliente.
E o processo medieval continuou: a cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava das minhas amigas, recomendando a depilação, e imaginava que tudo não passava de uma grande sacanagem, só para me fazer sofrer. Todas recomendam porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire também dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó…
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Poutz, que idéia. Mas topei, quem tá na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse a minha condição, a depiladora ao lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui, olha de perto.
Se houvesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas, elas estavam bem perto dalí. Cerrei os olhos e pedi que fosse tudo um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta!” Só voltei a Terra quando, em meio a muitos, blábláblás eu ouvi a palavra pinça.
- Vou dar umas pinçadas aqui porque sobraram alguns pelinhos, tá?
- Pode pinçar, não tô sentindo nada mesmo, tá tudo dormente.
Estava enganada, senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancando cabelinhos persistentes na pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o real motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- De lado… para fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar, então obedeci. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Anh??
- Assim ó, essa banda aqui de cima, puxa ela para afastar da outra banda.
Tive vontade de morrer. Eu não podia ver o que Pê via, mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando a noite, com um pesadelo, então o marido pergunta:
- Tudo bem, Pê?
- Sim, sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente, fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu “tuin peaks”. Não sabia se estava com mais medo da puxada ou vergonha da situação. Eu sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia a minha situação, afinal, porque ela lembraria justo do meu, entre tantos?
E então me veio um pensamento: peraí, tem pêlos lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento, Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora, num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que estivesse alí. Com certeza não havia sobrado uma única preguinha para contar história. Eu mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo, sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Querida, vira do outro lado agora..
“Porra, porque ela não arrancou tudo de uma vez?!” Virei e segurei novamente a bandinha, e então, piora. A broaca da salinha ao lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Uma lágrima solitária escorreu dos meus olhos. Era dor demais, era vergonha demais. Aquilo não fazia sentido, estava me depilando para que? Ninguém ia ver o “tobinha” assim tão de perto. Só a Penélope, e agora a vizinha incoveniente.
- Terminamos, pode virar que eu vou passar a máquininha.
- Máquina de quê?
- Para deixar ela com pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, então passa essa merda…
- Baixa a calcinha…
Foram dois segundos de choque extremo. Como assim “baixa a calcinha”? Como alguém fala isso sem antes pegar nos peitinhos? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu, o que seria abaixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável…
- Prontinho, posso passar talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda. Pode namorar muito agora?
Namorar? Namorar? Eu queria era vingança. Queria matar minhas amigas, a Penélope, a broaca da cortina ao lado. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso, fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada!
Como nós sofremos!
Em breve depilação masculina.
Claro que eu esperava que doesse, ao menos me alertaram sobre o fato. Mas não esperava que por trás, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
Pois é, e assim, lá fui eu. Telefone em punho, chama.. chama..
- Bom dia, eu gostaria de marcar depilação com a Penélope? (indicação das “amigas”)
- Vai depilar o que?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
*Anh? Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada? Mas já que eu estava na chuva..*
- Cavada mesmo..
- Amanhã..deixa eu ver.. as 13h?
- Pode ser, obrigada.
Chegou o dia em que perderia os tais quilos. Almocei coisas leves, coloquei uma roupa chique e uma calcinha apresentável. Sabe-se lá o que eu ia encontrar. E fui. Assim que cheguei a tal Penélope estava a minha espera. Moça alta, bonitona, mulata. “Oba, vou ficar que nem ela, legal.”
Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e entramos em um longo corredor, de um lado parede, do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversa… uma mistura de Jogos Mortais com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem sequer desabotoar um único botão.
Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca cercada com as tais cortinas brancas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá de calcinha, estirada na maca. Mas Penélope mal olhou para mim, virou de costas e ficou de frente para uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura, vi coisas estranhas: uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. “Meu Deus, era O Albergue mesmo!!”
De repente, ela vem com um barbante na mão, fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou o dito nas laterais da calcinha e amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
-…é..é, isso.
Penélope deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa de Abigail, nome carinhoso do meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais, vou cortar um pouco, porque senão vai doer mais.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula lambuzada de um líquido viscoso e quente (notava-se pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e joga cada perna para um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. Então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Comecei a imaginar que podia nem ser tão ruim assim. Até a hora de puxar…
… foi rápido e fatal. Achei que toda pele do meu corpo tivesse ido junto e na maca, sobrado apenas minha ossada. Não tive coragem de olhar, achei que haveria sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso enquanto me concentrava em minha expressão, fingindo ser supernatural.
Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa, havia esquecido de respirar. Achei que poderia doer mais.
- Tudo ótimo, e você?
Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática com os cliente.
E o processo medieval continuou: a cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava das minhas amigas, recomendando a depilação, e imaginava que tudo não passava de uma grande sacanagem, só para me fazer sofrer. Todas recomendam porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire também dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó…
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Poutz, que idéia. Mas topei, quem tá na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse a minha condição, a depiladora ao lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui, olha de perto.
Se houvesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas, elas estavam bem perto dalí. Cerrei os olhos e pedi que fosse tudo um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta!” Só voltei a Terra quando, em meio a muitos, blábláblás eu ouvi a palavra pinça.
- Vou dar umas pinçadas aqui porque sobraram alguns pelinhos, tá?
- Pode pinçar, não tô sentindo nada mesmo, tá tudo dormente.
Estava enganada, senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancando cabelinhos persistentes na pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o real motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- De lado… para fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar, então obedeci. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Anh??
- Assim ó, essa banda aqui de cima, puxa ela para afastar da outra banda.
Tive vontade de morrer. Eu não podia ver o que Pê via, mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando a noite, com um pesadelo, então o marido pergunta:
- Tudo bem, Pê?
- Sim, sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente, fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu “tuin peaks”. Não sabia se estava com mais medo da puxada ou vergonha da situação. Eu sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia a minha situação, afinal, porque ela lembraria justo do meu, entre tantos?
E então me veio um pensamento: peraí, tem pêlos lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento, Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora, num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que estivesse alí. Com certeza não havia sobrado uma única preguinha para contar história. Eu mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo, sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Querida, vira do outro lado agora..
“Porra, porque ela não arrancou tudo de uma vez?!” Virei e segurei novamente a bandinha, e então, piora. A broaca da salinha ao lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Uma lágrima solitária escorreu dos meus olhos. Era dor demais, era vergonha demais. Aquilo não fazia sentido, estava me depilando para que? Ninguém ia ver o “tobinha” assim tão de perto. Só a Penélope, e agora a vizinha incoveniente.
- Terminamos, pode virar que eu vou passar a máquininha.
- Máquina de quê?
- Para deixar ela com pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, então passa essa merda…
- Baixa a calcinha…
Foram dois segundos de choque extremo. Como assim “baixa a calcinha”? Como alguém fala isso sem antes pegar nos peitinhos? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu, o que seria abaixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável…
- Prontinho, posso passar talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda. Pode namorar muito agora?
Namorar? Namorar? Eu queria era vingança. Queria matar minhas amigas, a Penélope, a broaca da cortina ao lado. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso, fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada!
Como nós sofremos!
Em breve depilação masculina.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Ouvido Masculino
Muitas vezes se ouve dizer que as mulheres falam
demais... Mas não tem problema. Porque o ouvido
masculino é "seletivo" escuta somente o que interessa....
Preste atenção
O que a mulher diz:
- Esse lugar está uma bagunça, amor !
Precisamos limpar isto você e eu .
Suas coisas estão jogadas no chão
e você vai ficar sem roupas
pra usar se não lavá-las agora mesmo.
O que o homem escuta:
- Blah, blah, blah, blah, AMOR,
blah, blah, blah, blah, VOCÊ E EU,
blah, blah, blah, blah, NO CHÃO,
blah, blah, blah, blah, SEM ROUPAS,
blah, blah, blah, blah, AGORA MESMO.
Percebem a diferença?
(Carlos Drummond de Andrade)
sábado, 7 de novembro de 2009
Amigaaaa
É engraçado como deixamos espaço para as pessoas entrarem em nossas vida, com direito a senha de blog e tuuuudo maiis...=)
Amizade Verdadeira? Novos conceitos!!!
Você, que está cansado de todos aqueles textos melosos, com poemas chatos sobre amizade que,na maioria das vezes, soam legais, mas nunca realmente chegam perto da realidade?
Seus problemas acabaram!
Aqui está um poema sobre amigos que realmente expressa a amizade verdadeira
- é a própria verdade!
Amiga,
Quando você estiver triste,
... Eu vou te deixar bebaça e te ajudar a planejar uma vingança contra o fdp que te deixou assim.
Quando você me olhar com desespero,
... Eu vou enfiar o dedo na sua goela e te fazer pôr pra fora o que estiver te engasgando.
Quando você sorrir,
... Eu vou saber que você finalmente deu uns "pega".
Quando você sentir medo,
... Eu vou te chamar de medrosa e tirar uma da sua cara sempre que tiver chance.
Quando você estiver preocupado,
... Eu vou contar histórias horríveis sobre o quão pior você poderia estar e te mandar parar de choramingar.
Quando você estiver confuso,
... Eu vou explicar pra você com palavras bem simples, porque eu sei o quanto você é burro.
Quando você estiver doente,
... Fique bem longe de mim até se curar. Eu é que não quero pegar o que quer que você tenha.
Quando você cair,
...Eu vou apontar pra você e me cagar de rir do seu desengonço.
Você me pergunta: "Por que?"
Porque você é minha melhor amiga e não quer ir comigo pro Exalta Samba, nem pro Pixote, porque você gravou meu "ronco" quando eu estava incapaz de defesa e porque tava mó afim de postar aki também, mas tava sem inspiração!!!
Beijomeligasetivercredito
By Taty♥
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